quinta-feira, 27 de maio de 2010

Enafer - III Encontro Nacional de Ferramentarias


O III ENAFER – Encontro Nacional das Ferramentarias - um evento de extrema importância para o segmento ferramenteiro - acontece, em 28 de Maio, em Caxias do Sul – RS.



Em newsletter da ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (de 20/05/2010), consta um breve depoimento meu, sobre a importância de apoiarmos a iniciativa:

“Da mesma forma como fizemos o Moldes 2009 em parceria com a Intertooling, buscamos sinergias, nesse Encontro, objetivando tornar o segmento cada vez mais produtivo e competitivo”, diz Wagner Aneas, membro da comissão organizadora do Moldes 2010.


Link para a integra:
http://www.abmbrasil.com.br/news/noticia_integra.asp?cd=3557&utm_medium=mail&utm_source=iqdirect&utm_campaign=224477

A ABM e a Comissão Organizadora do Moldes ABM 2010, da qual faço parte, desde a 1ª edição, apóia o ENAFER.



É, de fato, um Encontro organizado, por um pessoal muito sério (entre eles, Christian Dilhmann, editor da revista Ferramental), que vem pensando há anos, nos rumos da ferramentaria nacional.

Além do próprio Christian, outros profissionais, pelos quais nutro grande respeito, como Maria Lúcia Maradei (da Cosmolde e CSFM/ABIMAQ), Alexandre Wanzuita (GFM Moldes, de Joinville), Pedro Alem (ABDI), Alexandre Lopes (MDIC), Sr. Merheg Cachum (pres da ABIPLAST), Alexandre Fix (Polimold e pres da CSFM/ABIMAQ) participarão do evento, contribuindo com suas valiosas considerações sobre o setor e sobre o mercado, tais como:

- A importância da indústria de moldes para a competitividade da cadeia de produtos petroquímicos e transformados plásticos
- Os desafios do setor ferramenteiro frente ao mercado internacional
- Modelos de associativismo no Brasil e ações para ampliação dos membros.


Também será abordado, na oportunidade, o planejamento estratégico do setor para os próximos 15 anos e ações de curto prazo para alcançar os respectivos objetivos.


E, o III Enafer, é uma promoção conjunta da:

ACIJ
– Associação Comercial e Industrial de Joinville;
Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho;
Plastech Brasil 2011 – Feira de Tecnologias para Termoplásticos e Termofixos, Moldes e Equipamentos;
Simecs - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul.


Maiores informações poderão ser obtidas, pelo site do SIMPLAS: www.simplas.com.br


Vale acompanhar e participar!



E, este Blog (e outras de minhas páginas na web: Twitter, Digg, Scribd, Linkedin, etc.) é um espaço, que procura prestigiar iniciativas que contribuam com o aumento da competitividade do segmento ferramenteiro nacional, frente aos desafios do mundo globalizado.



O depoimento acima, também foi publicado na newsletter do site Portal do Moldes:

http://www.moldesinjecaoplasticos.com.br/noticia.asp?codigo_noticia=440

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

ABM tem assento no Fórum de Competitividade do Plástico, do MDIC




Este post é um registro da newsletter da ABM, de 29/abril/2010, onde sou citado como representante da Associação, no Fórum da Competitividade do Plástico, do MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Agradeço, ao Sr. Horacídio Leal - Diretor Executivo da ABM - pelo reconhecimento de minha participação nas atividades da Associação e, especificamente, na Comissão Organizadora do Moldes.




Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração
29/04/2010

ABM tem assento no Fórum de Competitividade do Plástico

A ABM – Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, que desde 2003 participa do Fórum da Competitividade da Siderurgia, passou a ocupar assento também no Fórum da Competitividade do Plástico promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O representante da ABM é o associado Wagner Aneas que já participou, neste ano, de quatro reuniões mensais e se prepara para o quinto encontro marcado para o próximo dia 25, em São Paulo. A última reunião aconteceu em 15 de abril, em Brasília.

Entusiasmado, diz que as reuniões são muito produtivas e que já apresentam resultados.

“Foi aprovada a elaboração de projeto para o desenvolvimento e difusão de softwares de apoio à gestão, visando a melhoria da capacidade das ferramentarias de planejar, programar e controlar as rotinas de fabricação de moldes, bem como o aumento da competitividade pelo atendimento dos prazos de entrega”.

Wagner explica que no Brasil existem pouquíssimos fornecedores de software de gestão para a produção não seriada e que o projeto pretende incentivar esse segmento, suprindo uma lacuna.

“O ferramenteiro brasileiro tem acesso ao maquinário, é criativo, mas falta gestão do negócio para ser mais competitivo diante dos produtos importados”.

Outros assuntos estão na pauta de discussões do grupo de trabalho que trata de ferramentais, como o desenvolvimento de ações de capacitação de recursos humanos; pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de fabricação de moldes; pesquisa e desenvolvimento de novas matérias-primas de forma a obter melhores resultados na produtividade dos usuários dos moldes e maior resistência no processo de transformação do plástico (injeção ou sopro); e criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de produção de ferramentais.

É importante ressaltar que o Governo considera estratégico o segmento ferramenteiro, uma vez que já o incluiu na agenda tecnológica da PDP - Política de Desenvolvimento Produtivo coordenada pelo MDIC.

“Sem dúvida, trata-se de um grande avanço, mas devemos continuar mobilizados para que este primeiro passo nos leve a resultados práticos e rápidos”, diz Wagner.

Para o diretor-executivo da ABM, Horacídio Leal Barbosa Filho, a participação no Fórum é mais uma ação pró-ativa que contribui efetivamente para o desenvolvimento dos setores que a Entidade representa.

“É importante participar das discussões e ter voz ativa nos assuntos que são tratados, não só no aspecto técnico como de políticas públicas. A indicação do Wagner como representante da ABM se deve ao fato dele ser bastante atuante no segmento e nas atividades da ABM, notadamente no evento Moldes”.




É possível ler a newsletter na integra,

Acessando minha página no DIGG:
http://digg.com/users/wagneraneas

Ou no próprio site da ABM:
http://www.abmbrasil.com.br/news/noticia_integra.asp?cd=3514&utm_medium=mail&utm_source=iqdirect&utm_campaign=222312


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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fórum da Competitividade do Plástico – MDIC (Brasília 15/abr/10)



Este post é um registro do e-mail, que enviei aos colegas da Comissão Organizadora do Moldes ABM e para a liderança da Associação - após, minha participação na reunião ocorrida no último 15 de abril, em Brasília - a respeito dos resultados que já alcançamos no Fórum da Competitividade do Plástico.




Meus caros colegas da Comissão Organizadora, do Moldes ABM.


É com grande satisfação que informo, sobre os resultados positivos da reunião do Fórum da Competitividade do Plástico, em Brasília, ontem 15/abril/2010.

A partir de agora o segmento ferramenteiro, está devidamente incluído na agenda da PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo) do Governo Federal (coordenada pelo MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e articulada pela Casa Civil).

A CGGE - Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, contratada pela ABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Secretária Executiva da PDP), dará o suporte ao GT Ferramentaria, para iniciamos a concretização desta AT (Ação Tecnológica) e, assim, contemplarmos então as demandas da cadeia produtiva, de natureza tecnológica, lá apontadas (dando origem, posteriormente - entre outros - a linhas de crédito junto a FINEP).


O link para apresentação da AT é:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=2&menu=2370
Escolher último item: “ATS Plásticos 15-04-2010” - o arquivo está em PDF – é possível salva-lo.
(dentro da apresentação, procurar por ATPL-08).


Sem dúvida, trata-se de uma grande avanço - mais rápido aliás, que eu, particularmente, esperava. Mas, tenho a certeza que devemos continuar atentos e mobilizados afim, de que este primeiro passo nos leve a resultados práticos.



Registro, então alguns agradecimentos que julgo, importantes:

A ABDI e ao CGGE, pela valiosa atenção que nos deram, nos orientando com grande paciência sobre os melhores caminhos a serem percorridos.

A Braskem que disponibilizou uma equipe de seus funcionários, colaborando na estruturação e redação da Ação Tecnológica.

Ao próprio MDIC, por viabilizar a montagem do GT Ferramentaria (reconhecendo que o sucesso do segmento ferramenteiro, contribui expressivamente, para o sucesso da Cadeia do Plástico).

Aos colegas do GT Ferramentaria, em especial ao Christian Dilhmann, da Revista Ferramental (que tbm esteve ontem, em Brasília) e a Maria Lúcia (Cosmolde).

Ao Idermário Lins, Gerente Executivo da ABIMAQ, um incentivador (e forte apoiador) da criação do GT.

E a ABM – Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, que desde minha sugestão para pleitearmos um assento no Fórum até a viabilização de minha participação, demonstrou inegável compromisso (e reconhecimento por nossos esforços), com o trabalho que toda a Comissão vem desenvolvendo no Moldes.


Abraço a todos e, na esperança que dias melhores virão,



Wagner Aneas

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Jaguarmold – gestão profissional


Na última sexta (26/março/10), tive a felicidade de ministrar uma palestra para a Diretoria e demais colaboradores da Jaguarmold, ferramentaria localizada na cidade de Jaguariúna/SP.

Eu já conhecia a empresa mas, foi através de um colega comum, que o pessoal da Jaguar, acabou me encontrando.

O título de minha apresentação foi “Desenvolvendo competências e construindo diferenciais”, atendendo ao briefing que me haviam passado.

Isto é, apontar para os conhecimentos e habilidades necessárias que, atualmente, um profissional deve desenvolver afim, de contribuir com a realização de um trabalho de qualidade e um atendimento (de clientes externos e internos) de excelência. E registrar, também, a importância da pró-atividade para que seja possível dar conta, das novas exigências do mercado globalizado e (portanto) altamente competitivo.

Enfim, algo perfeitamente dentro do escopo, do trabalho que comumente realizo, em outras oportunidades.

No entanto, já no momento do convite, fiquei surpreso pelo fato de se tratar de uma ferramentaria que não, apenas, pretendia apresentar uma palestra para seu “time” mas, porque neste time, estavam incluídos todos os funcionários, sendo que neste mesmo dia, haveria outras apresentações e, ainda, a apresentação e discussão do planejamento estratégico da empresa.

Naturalmente, em virtude do volume de atividades programadas para este dia, também não haveria expediente!!!

Aliás, tudo isso ocorreria em um hotel, ou seja, um ambiente fora do espaço de trabalho. Não haveria máquinas “comendo cavaco”, telefones tocando, computadores travando, nada disso!

Enfim, foi um dia, especialmente, destinado aquelas atividades.

Pois é, não estamos falando de uma empresa multinacional que regularmente faz convenções para sua equipe de vendas. Estamos falando de uma ferramentaria, que convocou todos integrantes de seu quadro!

Para mim, este tipo de iniciativa, é coisa rara! Digna de registro!

Trata-se de uma atitude arrojada, que surpreende pela forma como a gestão da empresa, está profissionalizada. Ninguém por lá, “achava” alguma coisa. Todos pensavam a respeito de seu futuro – onde estamos, onde queremos chegar, pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças. Análise SWOT, mesmo!

"Envolvimento" apenas, não basta!

Todos os presentes estarão "comprometidos" a partir de suas respectivas participações, com o caminho a ser percorrido e, portanto, com os resultados.

Geralmente, independente do segmento, um grande número de empresas nacionais, sempre “torcem um pouco o nariz”, para capacitação de pessoal, em virtude daquele receio conhecido – “ah, eu treino e depois ele vai para o concorrente”.

Pois é, admito que até pode ser um risco. Mas risco maior é (como escutei um dia), você não treinar e o sujeito ficar!

Minha apresentação foi logo após as apresentações dos executivos da empresa. O Gerente da ferramentaria, falou de perspectivas políticas; o Diretor Comercial, de perspectivas econômicas para o mundo e para o Brasil e o Diretor Industrial, falou de tecnologia e Benchmark! Dá para acreditar?

Um executivo da empresa viaja para a Europa, levando consigo dois colaboradores da área técnica para ver, como uma grande ferramentaria produz moldes!

Não estou “jogando confete”, para massagear o ego de cliente. Eles não precisam disso.

Apenas, faço questão de registrar minha admiração por ver na prática, aquilo que há tempos, estamos discutindo - nos grupos que tratam destas questões, voltadas a consolidação do segmento ferramenteiro no país (Moldes ABM, CSFM da ABIMAQ, Fórum do Plástico do MDIC, etc.).

O mundo não está para amadores e esta empresa leva a sério, aquela "plaquinha" na recepção, onde está registrado "missão, visão, e valores".

Portanto, meus parabéns a Jaguarmold e a toda sua equipe. E, muito obrigado pela oportunidade de participar, desta experiência impar.

Espero ter contribuido, minimamente, para o sucesso deste dia.

Vida longa a Jaguarmold!


E, quem conhecer outras empresas, por favor me avise, que farei questão de divulgar neste Blog (e, em outras, páginas).
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domingo, 7 de março de 2010

METALURGIA E MATERIAIS (revista): "Afinando a Estratégia"





Na revista Metalurgia e Materiais da ABM, edição de jan/fev de 2010 (volume 66) foi publicada a matéria “Afinando a Estratégia”, que discorre sobre o segmento ferramenteiro.

Assinada por Juliana Nakamura - com quem conversei durante o 7º Encontro da Cadeia, em 2009 - constam duas passagens que mencionam meu nome e, em relação as quais, penso que é oportuno esclarecer alguns pontos:


Quanto a primeira citação:

“O momento exige uma análise introspectiva sobre fragilidades e potencialidades além de ações focadas em maior pró-atividade, afirma Wagner Aneas, diretor da W.ANnex”.


Acrescento, que o segmento ferramenteiro vem reagindo bravamente há anos.

Minha rotina profissional, coloca-me diariamente em contato com ferramentarias, que passam por situações muito delicadas em virtude, principalmente, da atual concorrência desleal com fornecedores de moldes e matrizes, importados.

Dessa forma, quando me refiro em ações pró-ativas, aponto para a necessidade de atuar em duas frentes, com maior intensidade do que nunca.

Inicialmente, incrementar seus negócios com ferramentas de gestão. Principalmente, em matéria de comunicação e marketing – estudar nichos, dizer ao mundo a que veio, destacar diferenciais, construir relacionamentos, etc..

(Obviamente, aqui está incluído, a necessidade de capacitação das lideranças e colaboradores).


E, em seguida, passar a procurar seus pares e se organizar, dando maior peso a sua voz e demandas, Ou criando entidades, ou participando das já existentes – o que particularmente, acredito ser mais sensato.

Parece-me que nós brasileiros, temos uma forte tendência a buscar soluções individualmente. Metodologia, que não vejo como eficaz, para problemas desta natureza.

Mesmo, com toda capacitação técnica e de gestão, a viabilidade do segmento, passará por questões políticas (o que procurarei discorrer com mais detalhes, em um futuro post).



E, quanto a segunda passagem:


“Adicionalmente, os empresários brasileiros precisam ser mais agressivos em relação aos seus competidores, complemeta Wagner Aneas. Habituamos-nos a pensar na China mas, há outros países emergentes, como a Índia e Nigéria, despontando como potenciais fabricantes de moldes e matrizes, alerta Aneas”.


É importante esclarecer que esta informação, sobre a Índia e a Nigéria foi inicialmente dada, durante o próprio Encontro, pelo professor Jefferson Gomes do ITA, palestrante no segundo dia do encontro e membro da Comissão Organizadora do Moldes.

De fato, eu alertei sobre a necessidade de pensar amplamente - e, sem xenofobia - que outros paises poderiam atuar como forte competidores, uma vez que seus governos consideravam o segmento como estratégico e que, portanto, eram contemplados por uma política industrial de Estado.

Então, citei, como exemplo, os casos apontados pelo professor Jefferson, em sua exposição. Lembrando inclusive que, em passado recente, aqueles que nos incomodaram, foram os portugueses.


Registrado estas considerações, agradeço a revista Metalurgia e Materiais, pelo espaço cedido a minhas considerações. Tal como, a todos os espaços destinados, ao longo destes anos, ao nosso segmento dos Moldes e Matrizes.



A revista Metalurgia e Materiais é publicada pela ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (da qual sou associado).

Maiores informações sobre a revista, poderão ser obtidas pelo site:
http://www.abmbrasil.com.br
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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Fórum da Competitividade do Plástico - MDIC (Brasília 24/fev/10)


Na edição de 2009 do ENAFER, assisti a apresentação do Sr. Alexandre Lopes, Coordenador das Indústrias Químicas e de Transformados Plásticos, na SDP, do MDIC, sobre o Fórum da Competitividade da Cadeia do Plástico, que acabou por revelar novas perspectivas, no meu entendimento, também para a cadeia produtiva de Ferramentas, Moldes e Matrizes, brasileira.

Busquei informações complementares, no site do Ministério (tarefa nada fácil) e confirmei minha intuição - seria de grande importância que a ABM, tivesse um assento o Fórum!

Sugeri então a Associação, que fizéssemos o pleito.

No começo de 2010, chegou a resposta positiva do Ministério e, então, o Sr. Horacídio Leal Barbosa, Diretor Executivo da ABM convidou-me para representar a entidade no Fórum.

Participei então, da primeira reunião, aqui em São Paulo, em janeiro, na sede da ABIQUIM. E, nesta semana, de mais outra reunião, em Brasília, na sede do MDIC, na Esplanada dos Ministérios.

O Fórum da Competitividade do Plástico é uma ferramenta estratégica, inserida no contexto da PDP, ou seja, da Política Industrial do Estado Brasileiro. É coordenado pelo MDIC e gerenciado pela SDP.

A partir da página na web, do próprio ministério, o Fórum têm como objetivo elevar a competitividade industrial da cadeia no mercado mundial, com ações relativas:

* à geração de emprego, ocupação e renda,
* ao desenvolvimento e à desconcentração regional da produção,
* ao aumento das exportações,
* à substituição competitiva das importações e
* à capacitação tecnológica das empresas.

“Sua forma de atuação visa integrar, assim, o Setor Produtivo, formado por representantes do meio empresarial e dos trabalhadores e do Governo como um todo, buscando consenso em torno de oportunidades, desafios e da solução dos gargalos de cada uma das Cadeias Produtivas selecionadas, além da definição de metas e ações voltadas para a implementação de uma nova política industrial de desenvolvimento da produção”.



Ora, para se obter a transformação plástica (injeção, sopro, extrução e vácuo), é necessário um molde. Daí, não há como fortalecer a cadeia caso o segmento ferramenteiro esteja agonizando.

Vale lembrar que ao encomendarmos um molde fora do país (por exemplo, na China), estamos transferindo tecnologia. É natural, que logo comece a chegar também, no Brasil, produtos plásticos transformados.

Em grande parte, os projetos (Know How) são de origem nacional. É entregar o projeto e, antes do molde/matriz, teremos já no mercado interno, o próprio produto. Temos notícias que isso já vem acontecendo, aliás.

É, portanto, como assistir a morte destes dois segmentos da indústria nacional – o ferramenteiro e o transformador.

Sem contar que, aproximadamente, 90% das indústrias de transformação plástica, são representadas por pequenas e micros, empresas. Que, obviamente, são mais vulneráveis e pouco competitivas frente as "vantagens" do produto importado.



PS 1: Paralelamente, a nossa solicitação de assento no Fórum, pela ABM, direto ao Ministério, recebi o telefonema da colega Maria Lucia, integrante da CSFM da ABIMAQ, convidando-me para participar do Fórum, em virtude do trabalho que já vínhamos efetuando na ABM, através do nosso Encontro Anual da Cadeia – MOLDES ABM.

Sinto-me, então, grato pelo reconhecimento e pela confiança depositada e duplamente, portanto, comprometido em atuar no Fórum, contribuindo para o crescimento e consolidação do segmento ferramenteiro.


PS 2: Nas palavras do Ministro Miguel Jorge, a PDP resgata “a capacidade do Estado de coordenar suas ações e seus instrumentos para alavancar o desenvolvimento”.


PS 3: Em posts futuros, explicitarei os papéis do MCT, CGEE e ABDI, no Fórum.



Siglas utilizadas neste post:
(ver alguns links, para os respectivos sites, na coluna direita deste blog)

ENAFER - Encontro Nacional das Ferramentarias.
SDP - Secretária de Desenvolvimento da Produção.
MDIC - Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior.
ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração.
ABIQUIM - Associação Brasileira da Indústria Química.
PDP - Política de Desenvolvimento Produtivo.
CSFM - Câmara Setorial de Ferramentaria e Modelação.
ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia.
CGEE - Centro de Gestão e Estudos Estratégicos.
ABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial

Para saber sobre a PDP, visite o site do MDIC:
http://www.desenvolvimento.gov.br/pdp/index.php/sitio/inicial

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ricardo Young, a Sustentabilidade e a Escola


Na última terça (02/fev), assisti a palestra de Ricardo Young, a respeito de sustentabilidade, no Colégio Magister, na zona sul de São Paulo.

Presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e Conselheiro do Instituo Akatu (links no final deste post e em “links que eu indico”, na página do Blog), o palestrante chegou munido de noticias e impressões da COP 15 (Copenhague) e do Fórum Econômico Mundial (Davos), por onde esteve.

Notícias tristes, infelizmente.

Além, do que já sabemos - que o modelo econômico vigente é insustentável - Young, reforçou a idéia que a disposição para mudanças, por parte das lideranças mundiais ainda é lenta e, conseqüentemente, preocupante! (alarmante, frustrante, decepcionante, etc.)!!!

Sem dúvida, poucos aceitam receber a “fatura” da racionalidade do consumo, em nome das futuras gerações. Afinal, acabamos todos consumindo e avançando sobre a natureza, sem muita reflexão, em busca de um certo “bem estar” (de curto prazo).

Ao consumirmos, nem sequer nos questionamos, qual será o destino final do resíduo (produto do consumo). Como se existisse um grande e mágico poço sem fim, onde pudéssemos jogá-lo (junto com nosso bom senso e responsabilidade).

Entretanto, acontece que, como disse oportunamente o palestrante, nossa civilização - diferente das anteriores, tem uma data de validade, estampada em seu rótulo!

E daí, a necessidade de agirmos!

Mas, o que eu quero registrar neste blog, diz respeito ao espaço que a escola abriu para este debate, tão importante - também sublinhado, pelo próprio palestrante.

Particularmente, tenho minhas dúvidas se estamos indo para o “buraco” apenas, por falta de Educação. Não é o pobre homem ignorante, que tem acesso ao consumo desmedido - como tem todos os doutores com diploma em punho e que, do alto de seus “jipões”, jogam suas latinhas de Budweiser ao andarem pelas ruas e avenidas.

(E, de forma alguma, estou descartando a importância da escola!).


Mas, o que quero dizer é que, não é a reprodução de conhecimento acadêmico que salvará o planeta (por mais que precisaremos dele, para buscar inovações). É o conceito (e a prática) de “cidadania”, que deve ser trabalhado com maior profundidade, intensidade e freqüência.

Ok, em nosso país, pais querem que seus filhos passem no vestibular e, por isso: conteúdo, conteúdo, conteúdo. Mas, e depois do acesso a universidade (pública) e do diploma? Vai mandá-lo para Marte? A "saída" para o mundo, será o "espaço-porto"?

(Também, não estou desprezando o papel do conteúdo!)

Penso, apenas, que precisamos fazer uma grande discussão sobre o papel da Escola, em nossa sociedade. Para definirmos - ou descobrirmos - com quais respostas ela poderá contribuir, para “respirarmos mais aliviados” (se, ainda, houver oxigênio).

Ações como a que ocorreu neste colégio, certamente, contribui. E, se estiver acompanhada de um projeto mais amplo, que contemple a rotina da escola, que seja alvo de comprometimento (e, não apenas, envolvimento) da direção e corpo docente - dos livros didáticos - certamente, contribuirá ainda mais.

Parabéns ao colégio pela iniciativa, ao Sr. Ricardo Young, pela exposição clara, aos Institutos Ethos e Akatu e para os pais, que naquela noite - deixaram outros, de seus tantos compromissos - superaram seu cansaço e estiveram presentes.

Começo até a pensar que, quem sabe, ainda tem jeito!


Sites:


http://www1.ethos.org.br

O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma organização sem fins lucrativos com a missão de “mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável”.


http://www.akatu.net/

O Instituto Akatu tem como missão de "Conscientizar e mobilizar o cidadão brasileiro para seu papel de agente transformador, enquanto consumidor, na construção da sustentabilidade da vida no planeta".

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