domingo, 29 de maio de 2011

Moldes ABM – a construção de uma marca



A partir deste ano de 2011, Os Encontros Anuais da Cadeia de Ferramentas, Moldes e Matrizes – também conhecido como Moldes, receberá formalmente o complemento “ABM”, em sua denominação.




A medida, que sugerimos aos colegas da Comissão Organizadora e que eu, particularmente, já vinha utilizando neste Blog, visa alguns aspectos, que apontarei a seguir:



1º) inserir a mensagem, que o Encontro é organizado pela ABM – Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, uma organização com mais de 60 anos de existência e que, certamente, acabará “emprestando” seu prestigio ao evento transmitindo credibilidade e, portanto, valor a iniciativa.

Aliás, na minha opinião, é algo que deveria acontecer com todos os Seminários, promovidos pela Associação. Não apenas, pelos mesmos motivos acima, válidos para o “Moldes” mas, também por que seria uma oportunidade da própria Associação, divulgar sua marca, sempre que existir qualquer referência a seus eventos (em meios eletrônicos ou impressos).


2º) diferenciar a marca “Moldes”, que nos remete a significados amplos em demasia (como moldes de corte e costura, por exemplo) a algo próprio do segmento metal mecânico. E, dessa forma, gerando mais “personalidade” à iniciativa.


3º) tornar a pesquisa em buscadores (Google, por exemplo), na internet, mais eficaz. Hoje, não é tão fácil encontrar o evento na web, se digitarmos apenas, a palavra: “moldes”.



Enfim, trata-se uma estratégia de construção de marca. Comunicando, identificando e registrando, diretamente (e/ou indiretamente), um conjunto de valores, referências, benefícios, atributos, diferenciais e até um grupo de “usuário”, gerando vínculos e identidade.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Redes Sociais: possibilidade de maior relacionamento na indústria


A seguir, transcrição de newsletter da ABM, que registra minha palestra sobre Redes Sociais na Indústria (a partir de entrevista a jornalista, da própria Associação):



Apostar no relacionamento com o público e no compartilhamento de informações foi o foco abordado por Wagner Aneas, consultor e diretor da W. ANnex Consultoria, ao falar sobre "Redes sociais na indústria – vantagens e oportunidades", durante workshop promovido pela Comissão Organizadora do Moldes ABM – 9º Encontro da Cadeia de Ferramentas, Moldes e Matrizes, na última quarta-feira (2), na sede da ABM. A nova edição do Moldes ABM, vai ocorrer em agosto, mas até lá a Comissão continuará promovendo workshops gratuitos com temas de interesse da área.

“A indústria ainda não participa efetivamente das redes sociais. A presença das empresas do nosso setor é muito pequena. Pelas páginas que eu administro, percebo que o crescimento será como uma progressão geométrica.”, comenta Aneas.

Para as empresas que ainda não estão envolvidas com a comunicação 2.0 – que aposta em um novo ambiente de interação, compartilhamento e colaboração – a sugestão é que a companhia ingresse, primeiramente, pelo Twitter. “A vantagem dessa ferramenta é a facilidade de operá-la. Além disso, torna a empresa conhecida para os estudantes e profissionais que estão entrando no mercado”. Outra dica do consultor é investir em um blog. “Os fornecedores tem muito a ganhar. E as empresas de ferramentarias podem usá-lo para divulgar os produtos e serviços”.

Em relação à abordagem, além de assuntos ligados diretamente com a empresa, as redes sociais também podem ser usadas para dar dicas aos internautas. “Cada corporação sabe quais os temas coerentes em relação à área em que atua. Dando dicas, a empresa passa a ser referência e terá boa credibilidade”.

Durante a palestra, Aneas falou sobre diversas ferramentas da web 2.0, como Facebook, Scribd, Flickr, Youtube, FourSquare, FormSpring, LinkedIn e Twitter. A grande vantagem dessas redes é a possibilidade de disseminar a imagem da empresa a custo zero. “Se a companhia mantém perfis em várias redes, ela pode divulgar uma página dentro da outra, e ainda gerar trânsito entre as páginas da empresa, inclusive, para o site da organização”.

As redes sociais também possibilitam descobrir novas demandas efetuando pesquisas de opinião, bem como conhecer melhor o perfil do público potencial por meio dos comentários e preferências que as pessoas expõem na internet. “Por isso, é essencial que a empresa e os profissionais tenham consciência de que, em uma rede social, você é o que você publica, quem você segue e as comunidades que você participa”.

De acordo com Aneas, as oportunidades para as empresas são inúmeras. “Existe a parte de calendários, que é um meio excelente para divulgação de feiras e eventos. A área de recursos humanos pode encontrar talentos a partir de comunidades e das competências demonstradas pelos profissionais. Na área de marketing, as redes podem ser usadas para divulgação, manutenção e consolidação da marca; ação de branding; divulgação de produtos e construção e consolidação de relacionamentos. Já para o setor de vendas, a web 2.0 é eficaz para a prospecção de novos clientes”.

No Brasil, 82% dos internautas acessam as mídias sociais, chats ou fóruns toda semana. “Não sei quais são todas as possibilidades, mas sei que se observarmos melhor, perceberemos que elas são infinitas”.



Fonte:
Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração
03/03/2011
http://www.abmbrasil.com.br/news/noticia_integra.asp?cd=3977

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Redes Sociais na Indústria – vantagens e oportunidades (e como utilizá-las).


No mês de março (02), apresentei uma palestra no workshop do Moldes ABM, na sede da Associação Brasileira de Metalurgia,Materiais e Mineração, em S. Paulo.



O conteúdo estava relacionado a “Comunicação 2.0”, abordando ferramentas e “redes sociais” como Blogs, Twitter, Facebook, Orkut, Flickr, etc, onde já podemos observar a presença de grandes organizações.

Além disso, discutimos como as redes estão mudando o mundo – a maneira como as pessoas se comunicam, como se relacionam e, até, como fazem uma revolução. Questionando, se isso poderá afetar o segmento industrial e se é importante conhecer estas ferramentas. Afinal, será possível, adiar a entrada na rede?

Outras questões, focando principalmente as possibilidades existentes para a cadeia produtiva de ferramentas, moldes e matrizes, foram abordadas, como por exemplo: quem está monitorando as redes sociais dentro da empresa? Como utilizá-las como ferramentas de marketing? Se, seus resultados são tangíveis, concretos? E, quais as melhores opções?

Gostei muito do resultado. Alguns participantes me procuraram após o término da apresentação, para relatar que sua percepção sobre o tema, havia mudado!

A visão de algo lúdico - e até, adolescente - cedeu lugar a possíveis estratégias de prospecção de novos clientes, divulgação de produtos e serviços e consolidação de marca!

Ótimo, sem dúvida, a missão foi alcançada!



Neste mesmo dia, o colega, já de longa data, João Carmo Vendramim, da Isoflama, (já citados, neste Blog), apresentou também uma palestra sobre: “Recomendações técnicas para o projetista de moldes e matrizes em aço com vista a uma boa têmpera a vácuo”


Circulou uma newsletter da ABM que divulgava o workshop. Para visualizar, acesse o link:
http://www.abmbrasil.com.br/news/noticia_integra.asp?cd=3963


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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ameaças e oportunidades - Moldes ABM 2010


Transcrevo, para simples registro, a newsletter da ABM, que faz um rápido balanço, sobre a edição do Moldes ABM 2010 - do qual faço parte da Comissão Organizadora, desde a primeira edição e atuando como Coordenador, ao lado do Paulo Haddad, da Villares Metas, nas edições de 2008 e 2009.

A newsletter contém, rápidos depoimentos, meu e do Paulo:

A seguir:


Moldes 2010 aborda ameaças e oportunidades do setor

Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração
26/08/2010


Com uma diversificada grade, a programação do 8º Encontro da Cadeia de Ferramentas, Moldes e Matrizes mesclou assuntos como as ameaças externas para o segmento de ferramentaria e o que pode ser feito internamente no País para superar esses desafios. "Existem clientes que querem ser atendidos com produtos e serviços nacionais, porém exigem qualidade, e isso está repercutindo no setor", comenta Paulo de Tarso Rossi Haddad , membro da comissão organizadora do evento.

Para o supervisor de Assistência Técnica da Villares Metals, o Brasil já possui máquinas modernas, software e materiais, o que falta é utilizar, de forma mais organizada, o conhecimento que a academia oferece. "Neste evento, chamamos a atenção para um risco que existe. E enquanto não ganhamos a luta política sobre a entrada de moldes no País (devido ao câmbio e aos impostos), existem coisas que podem ser feitas pelos próprios integrantes da cadeia" afirma Paulo Haddad.

Wagner Aneas, (...), alerta sobre a necessidade de o setor estar engajado para defender os interesses da cadeia. "Este é um segmento promissor, capaz de gerar tecnologia e inovação. É preciso existir uma cultura de mobilização para que possamos atuar melhor na globalização". Wagner considera o setor competente, porém com necessidade de aprimorar o sistema de gestão, tornando-o mais eficaz (...).

Em relação ao evento, (...) acredita que a estrutura está se consolidando. "Estamos crescendo e adquirindo knowhow”. Com o intuito de tornar a comunicação mais eficaz e disseminar ainda mais as informações sobre a cadeia ferramenteira, o Moldes ingressou nas mídias sociais e agora mantém um blog (www.blogdomoldes.blogspot.com) e está presente no Twitter (@moldesabm), no Flickr (www.flickr.com/photos/moldesabmworkshop) e no Slide Share (www.slideshare.net/moldesabm), por exemplo".

Paulo Haddad acredita que os workshops mensais atraem um público novo para o evento. “Estamos no caminho certo, retomando o crescimento após a crise”.

O Moldes 2010 recebeu 142 participantes, de 7 estados brasileiros, cinco expositores, foi patrocinado por seis grandes empresas (Villares Metals, Cerlikon Balzers, Sandivik Coromant, GRV Software, Bodycote Brasimet e Femaq Fundição) e recebeu apoio de 31 entidades".

Fonte:
http://www.abmbrasil.com.br/news/noticia_integra.asp?cd=3725


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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Karlheinz Pohlmann, cita minha atuação no Fórum do Plástico - MDIC


Na última edição do Moldes ABM, ocorrida em agosto passado – dias 11, 12 e 13 – para nossa surpresa, tivemos a honra de receber o presidente da ABM – Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, Engº Karlheinz Pohlmann para o discurso de abertura.

Todos sabem que, em virtude de sua agenda, não é comum o Engº Pohlmann participar deste tipo de cerimônia, com muita freqüência.

Dessa forma, encaramos sua presença como, um importante fato que prestigiou nosso Encontro e o mais importante, revelou seu interesse pelos debates de qualidade, sobre o segmento ferramenteiro, que estamos promovendo, ao longo desses oito anos, de existência.

Mas, surpresa ainda maior, particularmente, ocorreu quando ao mencionar que a ABM passou a ter, neste ano de 2010, assento no Fórum da Produtividade do Plástico do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, também citou meu nome, como representante da Associação, referindo-se com generosas palavras, ao meu perfil profissional.

Abaixo, transcrevo um trecho da newsletter, da própria ABM, que aponta sucintamente, para o fato.

Agradeço, então, o prezado presidente Engº Karlheinz Pohlmann, ao Engº Horácidio Leal Barbosa, diretor executivo da entidade e aos demais colegas da Associação, pelo reconhecimento e pelo voto de confiança, ao meu trabalho.

Reitero meu compromisso, de continuar trabalhando, pelo avanço e consolidação da ABM e, consequentemente, de nosso segmento.




Cadeia de moldes reivindica ação do governo para evitar extinção

Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração
Newsletter de 12/08/2010


(...)

Ao dar as boas-vindas aos participantes do Moldes 2010, o presidente da ABM, Karlheinz Pohlmann, elogiou a comissão organizadora que se mostrou antenada e programou o tema para discussão no evento.

“Infelizmente, este não é um dos melhores momentos para o segmento de moldes, entretanto, gostaria de lembrá-los que essas ameaças trazem em seu bojo uma excelente oportunidade para toda a cadeia se organizar e se fortalecer”, afirmou, lembrando que o setor já fez se representar junto ao governo buscando reverter as medidas danosas.

“Ações como essas são vitais, mas sozinhas elas não garantirão o futuro. Somente a competitividade de toda a cadeia poderá afastar realmente o fantasma da importação. É importante que vocês vislumbrem isso e direcionem seus esforços para aumentar a competitividade das empresas”, disse Pohlmann, colocando a ABM, enquanto associação técnica voltada para a difusão do conhecimento tecnológico, para ajudar o setor a construir essa competitividade e alcançar novos patamares.

Ele lembrou que o comprometimento para com o setor metalmecânico levou a Entidade a participar do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva da Indústria de Transformação Plástica, coordenado pelo MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“Nosso representante nesse Fórum é o Wagner Aneas, membro da comissão organizadora deste evento. Temos um canal de suma importância e um representante, mas é essencial que todo o setor colabore para que possamos contabilizar avanços”.

Fonte:
http://www.abmbrasil.com.br/news/noticia_integra.asp?cd=3704




E, abaixo, transcrevo outro trecho do mesmo Boletim, que pelo seu teor e urgência, torna-se muito importante, registrarmos:


“É preciso envolver governo, empresários (clientes e fornecedores) e trabalhadores com o objetivo de evitar a extinção do setor de moldes e ferramentas, que congrega aproximadamente 1.000 indústrias e emprega mais de 400 mil pessoas, direta e indiretamente”, alertou o diretor da Tribomat, Carlos Manoel Carvalho, na palestra de abertura do Moldes 2010 – 8º Encontro da Cadeia de Ferramentas, Moldes e Matrizes, que está sendo realizado na sede da ABM, em São Paulo.

O setor encontra-se ameaçado pelo aumento do prazo ao incentivo tributário na importação de autopeças e pela liberação da importação de moldes usados. De acordo com o executivo, enquanto a indústria automobilística bate recorde de vendas, a cadeia produtiva de ferramentas corre o risco de perder mais de 100 mil empregos, em função da legislação que beneficia principalmente montadoras de veículos.

“Os fabricantes externos esperam mandar para o Brasil moldes e ferramentas de carros que tenham sido substituídos por versões mais modernas, rebaixando o nosso País à categoria de mercado de demanda secundária”, salientou, destacando outro fato que amplia o descompasso entre cliente e fornecedor de ferramentas no País.

“Há uma ação coordenada das montadoras para trazer produtos da Ásia, considerando apenas o preço e isso se reforça com a estratégia global desse segmento de instalar suas fábricas em países onde é possível grande produção (capacidade para um milhão de toneladas), potencial de consumo e custo baixo de mão-de-obra”, disse o diretor.

Essa estratégia, salienta Carvalho, pode acabar excluindo o Brasil (como fabricante de carros) do novo mapa de poder da indústria automobilística. Isso se comprova com o estudo da PricewaterhouseCoopers sobre a competitividade da indústria nacional de veículos, encomendado pela Anfavea, que é taxativo ao afirmar que o País está perdendo investimentos no aumento de capacidade para os demais membros do Bric e para o México.

A razão é, principalmente, o custo de mão de obra. Enquanto no Brasil se paga US$ 7,31 a hora trabalhada para um operador, no México é de US$ 3,91; na Índia, US$ 1,6 e na China, US$ 0,81.

Ao final da palestra, Carvalho reafirmou que a solução para ajudar a indústria nacional é a intermediação do governo e reconheceu que há todo um esforço para fortalecer a indústria automotiva, mas não existem ações que garantam a sobrevivência da cadeia produtiva de moldes e ferramentas.

“As ferramentarias surgiram junto com a indústria automobilística, há 60 anos, para atender suas demandas e hoje agregam altos índices de inovação tecnológica e mão de obra altamente qualificada”, complementou Paulo Braga, diretor de Controladoria da Taurus Ferramentaria.

“Por que é possível importar peças, ferramentas e moldes de segunda mão para compor a linha de produção das montadoras, mas não é possível ao cidadão importar um carro usado?”, questionou ele.

Com relação à Portaria 84/10, Braga sugeriu revogar ou, no mínimo, permitir a consulta prévia do material que entrará no País, possibilitando a participação dos fabricantes nacionais, bem como criar um valor de referência para que a ferramenta entre em pé de igualdade no mercado interno, onde estão inseridos os valores sociais e econômicos.

“Fica difícil competir com quem não tem regras trabalhistas e sociais definidas, não existe sindicato de defesa dos direitos dos trabalhadores e onde o governo é tecnicamente socio das empresas”, ressaltou ele, referindo-se à China.

Carvalho sugere que, além de revogar a Portaria 84/10, o governo chame as partes (clientes e fornecedores de moldes) para conversar e conhecer suas principais queixas e dificuldades, e crie uma política industrial para o setor, com linhas de crédito especial que contemple o ferramental e o molde como bem de capital, podendo ser abatido no Imposto de Renda do comprador.

(...)

Fonte:
http://www.abmbrasil.com.br/news/noticia_integra.asp?cd=3704





Para maiores detalhes de toda a programação:
http://www.abmbrasil.com.br/seminarios/moldes/2010/

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terça-feira, 22 de junho de 2010

“O que o aço e o plástico têm em comum?” – Íntegra do artigo publicado na revista Ferramental









A seguir, para facilitar a leitura, a íntegra de meu artigo (em parceria com o Engº Paulo Haddad, da Villares Metals S/A), publicado na revista Ferramental:


O QUE O AÇO E O PLÁSTICO TÊM EM COMUM?

Hoje, o plástico está presente em nossas vidas, de diversas formas. Podemos encontrá-lo em nossas casas, olhando para os eletrodomésticos e utensílios em geral ou lembrando que ele também está escondido entre as paredes, em forma de tubos e conexões, por exemplo. Além disso, marcam presença nas embalagens dos alimentos, dos produtos de higiene pessoal e de limpeza. Ao sairmos de casa, estão em nossos carros e nos demais meios de transporte. No local de trabalho, podem ser vistos em uma simples caneta ou até em um moderno computador. Poderíamos continuar apontando uma série de exemplos – quase intermináveis, se não acreditássemos que estes já seriam suficientes para ilustrar bem sua presença.

Pois bem, mas o que nem todos sabem, é que para chegar a forma através do qual o percebemos, precisou-se de um ferramental, ou molde, isto é, um artefato, geralmente em aço, que recebe a resina plástica em estado pastoso e dá a ela o contorno que queremos após, resfriada.

Logo, a cada novo modelo automotivo lançado - para citarmos apenas uma fatia da atividade produtiva - serão necessários dezenas de novos moldes com centenas de toneladas de aço em ferramental.

Cabe à indústria de moldes, desta maneira, movimentar e transformar este material, passando de simples matéria prima à recurso essencial. E, a natural complexidade da maioria dos moldes requer a aplicação de processos elaborados de usinagem, tratamentos térmicos e tratamentos de superfície, tudo isto interligando uma gigantesca cadeia de fornecimento.

Mas, se o aço está na gênese do artefato plástico, através do molde, e a relação umbilical entre ambos parece ser uma figura verdadeira, por que caminham (aço e plástico) sempre tão separados nas aspirações de crescimento, de seus respectivos setores?

Explicaremos melhor - como o segmento de transformação poderá ser competitivo se não houver uma indústria brasileira de moldes, igualmente forte? Ou, por outro ângulo, como a indústria ferramenteira poderá desejar fortalecer-se, não havendo para quem vender seus moldes? Tudo dependerá do mercado externo? Ora, estamos nos aproximando dos duzentos milhões de habitantes, com uma economia de razoável estabilidade e em ascensão. Nosso poder de compra crescente é observado - e desejado - por diversos investidores estrangeiros e vamos tomar a decisão de dar as costas ao nosso mercado interno?

Chamamos a atenção para a necessidade de ampliarmos o diálogo entre estes dois setores, em busca de sinergia. Afinal, por que é necessário conviver com uma balança comercial desfavorável, se podemos avançar muito, nesta questão?

A comunicação sempre foi um grande problema para a humanidade. Sobram ruídos, na mesma medida que faltam iniciativas. Cabe a indústria de transformação falar, apontar e registrar o que quer. E, cabe a indústria de moldes ouvir - de fato - seu cliente. Mas, nada impede que os ferramenteiros também falem e que os transformadores também ouçam.

Seja como for é preciso, sobretudo, manter contato, praticar o olho no olho. Em tempos de e-mails – que, aliás, poucos lêem - talvez ande faltando aperto de mão!

E, dessa forma buscarmos, todos, incansavelmente a excelência, para nos tornarmos mais competitivos frente aos desafios impostos pela globalização econômica.

Não se trata de apontarmos quem está certo ou errado, quem é o vilão ou o mocinho. Mas, de construirmos juntos, o melhor para o país, gerando oportunidades, novos empreendimentos e empregos, crescimento, fortalecimento econômico e distribuição de renda. Precisamos nos esforçar, se desejarmos deixar para as próximas gerações uma nova e melhor realidade. Com certeza sabemos que não há disposição para rasgar dinheiro, mas acreditamos que também devemos investi-lo através de tempo, cooperação e determinação se quisermos nos tornar cidadãos de uma grande nação.

O MDIC – Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, através da SDP – Secretaria do Desenvolvimento da Produção, coordena - desde 2000 - o Fórum da Competitividade da Cadeia Produtiva da Indústria de Transformação Plástica, uma ferramenta estratégica, importantíssima, inserida na política industrial do Estado brasileiro que, além de reunir transformadores e produtores de matéria prima, já indica entre suas metas, a necessidade do desenvolvimento da indústria de moldes.

É, portanto, uma iniciativa que poderia ser potencializada, estimulando e proporcionando uma participação mais ampla das ferramentarias nacionais no cenário econômico e que, certamente, daria mais fôlego ao próprio Fórum.

Esta atividade ferramenteira, uma vez consolidada, pode contribuir com o aumento da competitividade de toda a cadeia de plásticos, promovendo condições de igualdade entre nossa indústria e dos demais países, possibilitando ampliar a participação do setor no produto interno bruto (PIB) brasileiro, viabilizando a promoção de uma cultura exportadora de produtos de maior valor agregado e, conseqüente, elevando o superávit na balança comercial do país.

Contribuiria diretamente, ainda, com a capacidade de gerar, mais rapidamente, produtos inovadores, com a eliminação de custos em virtude de redução de gargalos logísticos e do aumento da qualidade final da peça injetada.

E, se não bastasse, colaboraria com o sucesso da indústria nacional de bens de capital, a partir da aquisição de novas máquinas (mais modernas e produtivas), tal como, com a redução da informalidade e geração de novos empregos. Qualificados, inclusive.

Sem dúvida, os detalhes são inúmeros, os obstáculos são imensos e sempre estamos ocupados demais, sempre o tempo é curto demais.

Ah, se o dia tivesse trinta e seis horas! Mas, não têm e não terá. O movimento de rotação do planeta terrestre, não permite que isso seja mudado. Bem, a não ser que haja um evento sobrenatural que altere este fato! Mas, não queremos pensar que seria mais fácil isso ocorrer, do que acertamos nossas agendas.

O aço e o plástico têm muito em comum mas, poderão ter ainda mais, se o setor produtivo, o Estado e a academia estiverem dispostos a tornar isto realidade.



* Wagner Aneas é professor, consultor e empresário. Pós-graduado em Ciências Sociais pela Escola Pós Graduada de Ciências Sociais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESPSP. Membro da Comissão Organizadora do MOLDES da ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (Coordenador das edições 2008/2009). Membro do Fórum da Competitividade da Cadeia do Plástico do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC. Diretor da W.ANnex Consultoria e Representações. Atua, há mais de vinte anos, no segmento metal-mecânico.

* Paulo de Tarso Rossi Haddad é graduado em Engenharia Metalúrgica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Engenharia Metalúrgica pelo Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais (EPUSP), e MBA Executivo pela FDC. Atualmente é Supervisor de Assessoria Técnica da Villares Metals S.A. e professor da Faculdades Oswaldo Cruz. Membro da Comissão Organizadora do MOLDES da ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (Coordenador das edições 2008/2009).




Publicado na revista Ferramental
edição de maio-junho/2010 - nº 29 - pp 07 e 08
ISSN: 1981-240X
Editor: Christian Dihlmann.


Site: http://www.revistaferramental.com.br

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ferramental (revista): artigo ”O que o aço e o plástico têm em comum?”


Na revista Ferramental
(edição de maio-junho/2010 - nº 29 - pp 07 e 08)
foi publicado um artigo de minha autoria, em parceria com o Engº Paulo Haddad, com o título:



”O que o aço e o plástico têm em comum?”

Seu conteúdo busca lembrar que, na grande maioria dos casos, para a injeção de peças plásticas é imprescindível a utilização de aços para confecção dos respectivos moldes.

E que, portanto, seria importante, para o setor de transformação e para o setor ferramenteiro, a promoção do diálogo para o fortalecimento mútuo, citando o Fórum da Competitividade do Plástico - do MDCI, como o espaço ideal para estimular este encontro.

Aponta ainda, para os benefícios gerados por esta aproximação, tal como, o aumento da competitividade de toda a cadeia de plásticos, geração de produtos inovadores, aumento da participação do setor no produto interno bruto (PIB) brasileiro e o aumento das exportações. Além, é claro, da redução de custos, elevação nos índices de qualidade dos produtos acabados e, por fim, da geração de novos empregos.



O artigo também está disponível em minha página no Scribd:

http://www.scribd.com/doc/32986300/Wagner-Aneas-e-Paulo-Haddad-Ferramental-2010-mai-jun-Artigo
(copie e cole, em seu navegador)


Registro novamente no espaço deste Blog, minha grande admiração e respeito pelo profissional e colega Paulo Haddad (co-autor deste breve texto), com quem também tive a honra de dividir a Coordenação das edições 2008 e 2009 do Moldes ABM – Encontros Anuais da Cadeia Produtiva de Ferramentas, Moldes e Matrizes.


Agradeço, a Editora Gravo, em especial ao colega Christian Dihlmann - editor da revista, pela gentileza da publicação.

Será muito importante, contar com os comentários de todos. Aguardo, por criticas e sugestões.

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